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Once Upon a Time... [entries|friends|calendar]
Mel Assis

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entremunhando-me [17 Oct 2009|10:34am]
[ music | Ba-Boom - Skabadabadabadabadababoooom ]

É estranho querer preencher um vazio com mais vazio, afinal, é óbvio a qualquer um que vazio não preenche vazio.

E por que, então, há um bicho escondido no meio da cabeça
que geme e grita e fala e cala e ouve só quando quer
o que quer?
uma segunda ment-e-ira que emerge do fundo e se escancara
do nada
só pra fuder
mexer
estremecer
agredir
como um caos
as letras se distorcem e contorcem
condensadas e encaixotadas
bem na minha frente
não tem raciocínio
não tem vocabulário
não tem nada

tem des-

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[12 Oct 2009|12:42am]
memprestameotalentome
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Rascunhos - CEG.A [12 Oct 2009|12:26am]
[ music | Chico Buarque - Desencontro ]

"Se a poesia cai dentro de um poço infinito
há que sentar-se na beira do abismo
olhar as letras em movimento
e mergulhar na eternidade"


Palavras ao namorado

Ah! Querido menino
Adoraria dizer que é a mesma música
que é prosa em letra rústica
que foi só uma cena lúdica

Hã-hã

O olhar de oceano, antes de soslaio
tornou-se vidrado e encantado
e num segundo depois, tudo havia acabado
como corpos presos juntos, dentro dum balaio

No espectro escuro do teu frágil alvo corpo
eu desfalecia em cinzas num amor torto
e me embebedo de ti num compasso morto

Aaaah

Contudo poderia deslizar num desejo pleno
invadida pela leveza de delicado aroma
sob o som do canto de Kangoma
observo, inerte, seu vôo raso e sereno


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blonde, again. [21 Sep 2009|01:31am]
[ music | A pesar de usted - Chico Buarque ]

engasgado
embasbacado
embolado
enrolado
rebolado
bolado
de lado
e
afogada.

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Empty [25 Aug 2009|01:21pm]
[ music | Jazz ]

Se Deus existe na ignorância da ciência, então Ele sempre existirá.

Por quê
o que adianta saber que se sabe se não sei pra onde?
Por que são tantos os anos de uma ilusão, sem a visão do real...
o que haveria de diferente hoje se o passado fosse outro?
O sofrimento foi necessário para um final prazeroso?

Mas se o abismo do conhecimento científico gera Deus, como explicar o sentimento?
Como explicar a eternidade de Deus diante do fadado fracasso da ciência em solucionar aonde nasce o vento?
Como se conformar com a derrota do assassinato do Senhor?

O vazio é eterno.

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the taste... [02 Aug 2009|06:28pm]
[ mood | hopeful ]
[ music | Johnny Cash - Jackson ]


eu prometi num momento de extremos
de extremo
eu não consigo NÃO cumprir
só que nada acontece. Simples assim.

E odeio quando os adjetivos mudam de substantivo
tudo é tão substituível
mas não pra mim, quero dizer: Bilac não substitui Baudelaire, entende?
a poesia é completamente diferente... ah! tudo bem que o francês é completamente maluco,
mas quando ele escreve sai garota de ipanema e não um florim que rima rubim!

um dia a verdade aparece
um dia.
Até lá, ainda temos paraísos artificiais
e promessas naturais.

l. ya.

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bring me that. [10 Jul 2009|08:53pm]
[ mood | satisfied ]
[ music | Bach - Concerto em C menor para violino ]

[ film | "Casanova" - 2005 - dir. Lasse Hallström ]


Às vezes gostaria que o resto do mundo compartilhasse alguns sentimentos comigo.
Como este momento.



vê além do que se vê
sente além do toque e do sabor
como se cada milímetro do corpo fosse pulsionado,

o corpo declina delicadamente em direção ao divã
[seria um divã onde eu mesma encontraria a mim?]
caminhos tortos percorrem minha mente
e a mente gira num torpor que parece não ter fim
de repente
o corpo é sentido de tal forma
e tanto
e tão forte
que o infinito beira à consciência

toda a carne e o espírito
neste momento
estão em equilíbrio
cada decisão é sábia
cada cadência dos quadris é pensada
cada movimento tem a leveza almejada por uma bailarina do Bolshoi
e os horizontes se abrem em novos horizontes.

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About love. [01 Jul 2009|08:50am]
[ music | Toquinho - Corinthians do meu coração ]

02 de julho de 2009...   [diário de um detento]

é imensurável o amor.
é capaz de relevar, de sofrer e ainda degustar cada segundo desta tortura. Mais. É querer acréscimo só para sofrer um pouco mais até que tudo termine num êxtase absoluto.
Nada vê.
os ouvidos só escutam o nome do ser amado.
os olhos lacrimejam numa alegria profunda, irreversível.
na boca, só existem as músicas que dizem do amor, ao amor, pelo amor... e só por amor.
as pernas acompanham o ritmo do coração e pulam como se o corpo inteiro chegasse até as estrelas.
o corpo inteiro treme.
Tudo sente.
e essa emoção indescritível e esse orgulho fora de qualquer controle são tão avassaladores que dentro do peito não cabe artéria, veia, nem coração cabe. Só ele.


SPORT CLUBE CORINTHIANS PAULISTA.
Minha vida
Minha história
Meu a m o r.


 
... após a vitória do tri na Copa do Brasil
 
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wake up . . . ? [02 May 2009|04:13pm]
[ mood | irritated ]
[ music | 10 years of service - Dropkick murphys ]

sem frases pra definir.
só... por quê?


Só preferia continuar loura.
Só.

Será que a estatística nunca vai ficar do meu lado?
Só de vez em quando, pra variar um pouco.
Pelo menos uma segunda vez.
Não dá tempo...

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... e se fosse real? [30 Apr 2009|03:39pm]
[ mood | none ]
[ music | O mundo é um moinho - Cartola ]


Ah, se tu soubesses...

deixe-me ir preciso andar, vou por aí
a procurar,
rir pra não chorar

hope in the eyes of the ugly girls
that settle for the lies of the last chancers
when slow motion drunks pick wallflower dancers

deixe-me ir preciso andar, vou por aí
a procurar,
rir pra não chorar

play one more for my radio sweetheart
hide your love, hide your love

deixe-me ir preciso andar, vou por aí
a procurar,
rir pra não chorar

though we are so far apart
you've got to hide your love
'cause that's the way the whole thing started

deixe-me ir preciso andar, vou por aí
a procurar,
rir pra não chorar


I wish we had never parted


quero assistir o sol nascer,
ver as águas dos rios correr,
ouvir os pássaros cantar,
eu quero nascer,
quero viver...

deixe-me ir.





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[trans]lúcido [26 Mar 2009|06:25pm]
[ music | 16 toneladas - Funk como le gusta ]

TRANS
            LÚCIDO.

e não é lúcido
talvez esteja lúcido
mas não o é.

E é uma pena.
os versos que deveria ter escrito. Eu apaguei.


Feche a porta e apague a luz.
Só desta vez.

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Há coisas que mudam. [18 Mar 2009|12:55pm]
Mudam, pronto. Foram. Passam. Dá uma dor saber que o que se foi não vai mais mudar.
Mesmo sendo verde ou roedor. Whatever.
Cai... ou não.
Enjoa... ou não.
Não se sabe o que espera nem o que esperar.
Não se sabe o que saiu... muito menos o que restou.
Não se sabe se há revolta ou se a revolta há porque não há.
É tão difícil de saber, de viver, mas, principalmente, de escolher.
Escolheria tu, será que faria o certo?
Não sei se o mais fácil é mais fácil ou difícil... gostaria que fosse mais dificíl. Mas talvez eu me engane.

Não há o que enganar, não mais.
Não há repetições. Não o que de mim.
Não há orgulho, não há escrita, não há fotografia.
Só uma grade fechando, um elevador descendo... e um grande nada pela frente.
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Metáforas [03 Feb 2009|03:44pm]
Saudades do espaço.
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Elogio à Loucura [19 Nov 2008|03:53pm]
Não adianta tentar Shakespeare, se é Zola quem diz.


é esquisito como há fases em que as coisas mudam tão abruptamente e a reação é a mais inesperada possível. Como ser eu um ser que não sei quem sou?

Sendo.

Se eu sou tão Eu
eu seria você?
E você quem seria, se eu não fosse tão meio macho?
Sei lá. Só sei que eu sou eu, estando ou não no espelho.

No more rock to do the steady.
Just doo to do the wop.


And it makes me feel so weird [again]


Fim: somos todos amantes em potencial,
inertes sob nada
presos à liberdade
[uma liberdade irreal]
e eu esqueci a última frase [de efeito]
que era alguma repetição de algo já escrito antes.

Enfim, fim.
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[10 Nov 2008|02:00pm]
Se eu continuar calma, desta forma, provavelmente vou ficar louca.


Everyone can see who you are.
So, tell me now!
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Deep yellow [04 Nov 2008|04:33pm]
[ mood | weird ]
[ music | ...e só assim então, serei... ]


Embala o sono
embala a rima
na pálpebra de um beija-flor
se há olhos em sonhos fingidos
deveria sê-lo em Flor

(pra cantar comigo tem que traçar bem o baralho...)

é amor, lobotomia
carne e sangue
bóia fria
Papelão, papelaria
é casulo, borboleta
carne seca, Marieta
volta e meia só no fim
se quiser, passe por mim
Padaria, pãp, padeiro, pastoril, pato, pastel, paraguaio
padroeiro, papa-angu, vai papa-mel...

e assim, lá morro não tem vez
papa-capim, papa-bala, papa-anjo
pode entrar, carne preta, carne branca
não adianta, só que manda
é (a-)versão da arma com o banjo
Lagoa é junco é água, no caminho o toco é lama
lá em casa é rede, é cama...

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uma mente que mente... [23 Oct 2008|11:12am]
[ music | Jim Hall ]

INDUVIDAVELMENTE.
IN/DUVIDAVEL/MENTE
IN/DUVIDAVELMENTE
IN/DUVIDAVEL/
MENTE
INDUVIDAVEL/MENTE ?
INDUVIDAVELMENTE ...

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... in trouble [21 Oct 2008|02:03pm]
[ mood | good ]
[ music | you know, I'm NO GOOD ]


[...] se Deus existisse, só haveria para ele um único meio de servir à liberdade humana: seria o de cessar de existir.


Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Essa minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana.
 


Ah, faço de Tuas, as minhas.
[Bakunin]

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Pin, ops! [15 Oct 2008|12:16pm]
[ mood | devious ]
[ music | Radio Sweetheart - Guana Batz ]


Faço das tuas, as minhas. 
                                                [Com toda a licença]
Porque há coincidências demais
Porque há ironias demais
Porque há uma dose de sadismo quase literária
Porque há poesia em excesso...
e, se é em excesso, é ótimo...
faço das tuas, as minhas, querido.



Abandon entouré d'abandon,
tendresse touchant aux tendresses...
C'est ton intérieur qui sans cesse
se caresse, dirait-on;

se caresse en soi-même,
par son propre reflet éclairé.
Ainsi tu inventes le thème
du Narcise exaucé.


-

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Again. [09 Oct 2008|04:55pm]
[ mood | determined ]
[ music | Frantic - Too sweet to die ]

Hot and tired.
Hot and tired.
Hot and tired.

Muito mesmo. Muito mais cansada do que qualquer outra coisa.
E de saco cheio. E nervosinha mesmo. To no inferno astral, essas coisas servem como as melhores desculpas pra isso. E é como dizem por aí, de insustentável... morreu Kundera. De leve, nasceu a Sol. Mas sabemos que não cabem todas dentro da Mel. Afinal, mel enjoa. E enjoa fácil - mesmo que o sabor seja doce - hahahaha.



TIRED.

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