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Once Upon a Time... [entries|friends|calendar]
Mel Assis

[ userinfo | livejournal userinfo ]
[ calendar | livejournal calendar ]

bring me that. [10 Jul 2009|08:53pm]
[ mood | satisfied ]
[ music | Bach - Concerto em C menor para violino ]

[ film | "Casanova" - 2005 - dir. Lasse Hallström ]


Às vezes gostaria que o resto do mundo compartilhasse alguns sentimentos comigo.
Como este momento.



vê além do que se vê
sente além do toque e do sabor
como se cada milímetro do corpo fosse pulsionado,
porque pulsa

o corpo declina delicadamente em direção ao divã
[seria um divã onde eu mesma encontraria a mim?]
caminhos tortos percorrem minha mente
e a mente gira num torpor que parece não ter fim
de repente
o corpo é sentido de tal forma
e tanto
e tão forte
que o infinito beira à consciência

toda a carne e o espírito
neste momento
estão em equilíbrio
cada decisão é sábia
cada cadência dos quadris é pensada
cada movimento tem a leveza almejada por uma bailarina do Bolshoi
e os horizontes se abrem em novos horizontes.

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About love. [01 Jul 2009|08:50am]
[ music | Toquinho - Corinthians do meu coração ]

02 de julho de 2009...   [diário de um detento]

é imensurável o amor.
é capaz de relevar, de sofrer e ainda degustar cada segundo desta tortura. Mais. É querer acréscimo só para sofrer um pouco mais até que tudo termine num êxtase absoluto.
Nada vê.
os ouvidos só escutam o nome do ser amado.
os olhos lacrimejam numa alegria profunda, irreversível.
na boca, só existem as músicas que dizem do amor, ao amor, pelo amor... e só por amor.
as pernas acompanham o ritmo do coração e pulam como se o corpo inteiro chegasse até as estrelas.
o corpo inteiro treme.
Tudo sente.
e essa emoção indescritível e esse orgulho fora de qualquer controle são tão avassaladores que dentro do peito não cabe artéria, veia, nem coração cabe. Só ele.


SPORT CLUBE CORINTHIANS PAULISTA.
Minha vida
Minha história
Meu a m o r.


 
... após a vitória do tri na Copa do Brasil
 
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wake up . . . ? [02 May 2009|04:13pm]
[ mood | irritated ]
[ music | 10 years of service - Dropkick murphys ]

sem frases pra definir.
só... por quê?


Só preferia continuar loura.
Só.

Será que a estatística nunca vai ficar do meu lado?
Só de vez em quando, pra variar um pouco.
Pelo menos uma segunda vez.
Não dá tempo...

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... e se fosse real? [30 Apr 2009|03:39pm]
[ mood | none ]
[ music | O mundo é um moinho - Cartola ]


Ah, se tu soubesses...

deixe-me ir preciso andar, vou por aí
a procurar,
rir pra não chorar

hope in the eyes of the ugly girls
that settle for the lies of the last chancers
when slow motion drunks pick wallflower dancers

deixe-me ir preciso andar, vou por aí
a procurar,
rir pra não chorar

play one more for my radio sweetheart
hide your love, hide your love

deixe-me ir preciso andar, vou por aí
a procurar,
rir pra não chorar

though we are so far apart
you've got to hide your love
'cause that's the way the whole thing started

deixe-me ir preciso andar, vou por aí
a procurar,
rir pra não chorar


I wish we had never parted


quero assistir o sol nascer,
ver as águas dos rios correr,
ouvir os pássaros cantar,
eu quero nascer,
quero viver...

deixe-me ir.





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[trans]lúcido [26 Mar 2009|06:25pm]
[ music | 16 toneladas - Funk como le gusta ]

TRANS
            LÚCIDO.

e não é lúcido
talvez esteja lúcido
mas não o é.

E é uma pena.
os versos que deveria ter escrito. Eu apaguei.


Feche a porta e apague a luz.
Só desta vez.

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Há coisas que mudam. [18 Mar 2009|12:55pm]
Mudam, pronto. Foram. Passam. Dá uma dor saber que o que se foi não vai mais mudar.
Mesmo sendo verde ou roedor. Whatever.
Cai... ou não.
Enjoa... ou não.
Não se sabe o que espera nem o que esperar.
Não se sabe o que saiu... muito menos o que restou.
Não se sabe se há revolta ou se a revolta há porque não há.
É tão difícil de saber, de viver, mas, principalmente, de escolher.
Escolheria tu, será que faria o certo?
Não sei se o mais fácil é mais fácil ou difícil... gostaria que fosse mais dificíl. Mas talvez eu me engane.

Não há o que enganar, não mais.
Não há repetições. Não o que de mim.
Não há orgulho, não há escrita, não há fotografia.
Só uma grade fechando, um elevador descendo... e um grande nada pela frente.
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Metáforas [03 Feb 2009|03:44pm]
Saudades do espaço.
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Elogio à Loucura [19 Nov 2008|03:53pm]
Não adianta tentar Shakespeare, se é Zola quem diz.


é esquisito como há fases em que as coisas mudam tão abruptamente e a reação é a mais inesperada possível. Como ser eu um ser que não sei quem sou?

Sendo.

Se eu sou tão Eu
eu seria você?
E você quem seria, se eu não fosse tão meio macho?
Sei lá. Só sei que eu sou eu, estando ou não no espelho.

No more rock to do the steady.
Just doo to do the wop.


And it makes me feel so weird [again]


Fim: somos todos amantes em potencial,
inertes sob nada
presos à liberdade
[uma liberdade irreal]
e eu esqueci a última frase [de efeito]
que era alguma repetição de algo já escrito antes.

Enfim, fim.
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[10 Nov 2008|02:00pm]
Se eu continuar calma, desta forma, provavelmente vou ficar louca.


Everyone can see who you are.
So, tell me now!
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Deep yellow [04 Nov 2008|04:33pm]
[ mood | weird ]
[ music | ...e só assim então, serei... ]


Embala o sono
embala a rima
na pálpebra de um beija-flor
se há olhos em sonhos fingidos
deveria sê-lo em Flor

(pra cantar comigo tem que traçar bem o baralho...)

é amor, lobotomia
carne e sangue
bóia fria
Papelão, papelaria
é casulo, borboleta
carne seca, Marieta
volta e meia só no fim
se quiser, passe por mim
Padaria, pãp, padeiro, pastoril, pato, pastel, paraguaio
padroeiro, papa-angu, vai papa-mel...

e assim, lá morro não tem vez
papa-capim, papa-bala, papa-anjo
pode entrar, carne preta, carne branca
não adianta, só que manda
é (a-)versão da arma com o banjo
Lagoa é junco é água, no caminho o toco é lama
lá em casa é rede, é cama...

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uma mente que mente... [23 Oct 2008|11:12am]
[ music | Jim Hall ]

INDUVIDAVELMENTE.
IN/DUVIDAVEL/MENTE
IN/DUVIDAVELMENTE
IN/DUVIDAVEL/
MENTE
INDUVIDAVEL/MENTE ?
INDUVIDAVELMENTE ...

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... in trouble [21 Oct 2008|02:03pm]
[ mood | good ]
[ music | you know, I'm NO GOOD ]


[...] se Deus existisse, só haveria para ele um único meio de servir à liberdade humana: seria o de cessar de existir.


Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Essa minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana.
 


Ah, faço de Tuas, as minhas.
[Bakunin]

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Pin, ops! [15 Oct 2008|12:16pm]
[ mood | devious ]
[ music | Radio Sweetheart - Guana Batz ]


Faço das tuas, as minhas. 
                                                [Com toda a licença]
Porque há coincidências demais
Porque há ironias demais
Porque há uma dose de sadismo quase literária
Porque há poesia em excesso...
e, se é em excesso, é ótimo...
faço das tuas, as minhas, querido.



Abandon entouré d'abandon,
tendresse touchant aux tendresses...
C'est ton intérieur qui sans cesse
se caresse, dirait-on;

se caresse en soi-même,
par son propre reflet éclairé.
Ainsi tu inventes le thème
du Narcise exaucé.


-

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Again. [09 Oct 2008|04:55pm]
[ mood | determined ]
[ music | Frantic - Too sweet to die ]

Hot and tired.
Hot and tired.
Hot and tired.

Muito mesmo. Muito mais cansada do que qualquer outra coisa.
E de saco cheio. E nervosinha mesmo. To no inferno astral, essas coisas servem como as melhores desculpas pra isso. E é como dizem por aí, de insustentável... morreu Kundera. De leve, nasceu a Sol. Mas sabemos que não cabem todas dentro da Mel. Afinal, mel enjoa. E enjoa fácil - mesmo que o sabor seja doce - hahahaha.



TIRED.

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Blonde is Dynamite [08 Oct 2008|11:53am]
[ music | Chernobillies - a última puta do mundo ]


Depois da Orange...

é uma linha de raciocínio. Um pensamento tosco a apaixonado por alguma coisa, por algum quem ou por nada. Não é objeto de desejo, é o desejo.
Enfim, blonde, honey, is dynamite.



DESEJO.

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Blonde is Dynamite [26 Sep 2008|05:43pm]
[ music | Van Morrison - Moondance ]

Show me...

Tell me, do you wanna dance?
Dentro tem uma coisa que brilha, um caos brilhante, que cintila ...
Fraco? Impulso? Não. Fraco é ter orgulho, fraco é torcer o estômago, fraco é jogar.
Fraco é inseguro, é certo, correto, fraco é ter máscaras e chapéus, fraco somos todos.
Mas tem coisa que não precisa de fraqueza, de medo. É caro. É limpo.
Impulso é o que move. Impulso é a falta de inércia... impulso é única coisa que coexiste junto com o meu equíbrio. É fraqueza?

Whatever, não tava pensando nisso, tava pensando em jazz.
e se fosse de um meio sádico
sádico seria o avesso do anjo
com boca pintada e olhos vendados
que vê o que não tá escrito
e que escreve em números
e eu tava procurando o que mesmo?
Ah! Tava pensando em praia... deserta
Buuuuuuuuuuuut, hit the road Jack! And don't u come back no more, no more!!!


...you're looking for... and aaaaaaaaaall that Jazz!!!

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LHP [26 Sep 2008|11:44am]
[ mood | intimidated ]
[ music | Não vou me adaptar - Nando Reis ]

Espelho.

Ah! Se eu fosse teu patrão!
Plumas se esvaem em sincera volúpia
Diga-me, querida, olhas com quais olhos?
Vês com a alma?
Se há uma luz brilhante além do infinito de nada
ela está impregnada em cada poro do meu corpo
Brilha tanto que ofusca
fosca
E é tão doce quando sente
e é  voraz e violenta plenamente
Uma mente que mente
Uma imagem que não reflete no espelho
que é nula em cor
e que caminha em passos lânguidos e rebolados.

Ritmo.
Vem e vai
vai e vem.

De leveza e de eterno
de tradicional que em nada moderno
caiu sobre mim eu mesma.

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Little grrrrrrl... [25 Sep 2008|11:15am]
[ music | ... from Little Rock ]


INTENSO?
INTENSO?
INTENSO?

Se existe epifania eu tive meu momento.
Não era pra ser uma questão, era pra ser exclamação!
Mas saiu uma interrogação... e não sei por que.

Ao mesmo passo rolou "...it's the worst thing that I could do"
Por quê?
Porque.

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Engendra... [24 Sep 2008|05:19pm]
[ mood | cold ]
[ music | Samba de uma nota só - Tom Jobim/Elis Regina ]

Ah! Querido...

Descaso e abraço. Ah! Quintessência do que é doce e belo. Saudade da métrica parnasiana, das desmemórias, do cunho realista, do samba de raíz, da feminilidade que deshonra a minha. Ah! Honra... não, não deshonra. Desperta.
Ai, que enlaço
que afaga
acaricia, embebeda e derrete
se ergue e puxa, arranca e desmede
pede.
Vibra num tom róseo e claro, cheio de classe carioca
(but I got cat class and I got cat style)
Passa a perna por baixo do travesseiro, e arreda o pé da cama!
Engendra... enquanto fazia lascívia, vira de costas
mostra o rosto suave de branco espectral
e vem e vai...
Nada de casos, acasos, casados!
Aguenta pedras, bandeiras, bombas e Brigitte Bardot e não aguenta um olhar de soslaio.
É o ó!
Sem memória, sem dor e nem um gesto de amor
é Amor puro. E nada mais.

Ah! Que saudade da criança, que ânsia do malandro... que falta faz a música de uma Primavera...

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1, 2, 3... [17 Sep 2008|04:53pm]
[ music | ... ABC - Jackson 5 ]


LEVE, insustentável.
INSUSTENTÁVEL, leve.
LEVE, insustentável.
INSUSTENTÁVEL, leve.
LEVE, insustentável.
INSUSTENTÁVEL, leve.
LEVE, insustentável.
INSUSTENTÁVEL, leve.
LEVE, insustentável.
INSUSTENTÁVEL, leve.

LEVE, insustentável.
INSUSTENTÁVEL, leve.


LEVE, insustentável.
INSUSTENTÁVEL, leve.
LEVE, insustentável.
INSUSTENTÁVEL, leve.

LEVE, insustentável.
INSUSTENTÁVEL, leve.


Leveza insustentável de insustentável peso.

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